apelo da pele










às vezes desnudamos a pele do silêncio


e vamos vestindo palavras
falando coisas que não sabíamos até então
se estavam trancadas no sótão ou nalgum


lugar soprado pelos hálitos da memória


às vezes surpreendemos nossas modorrentas iras
com vontades intransigentes ao lodo sórdido que
nos séculos perdura entre a fartura e a fome

às vezes parece que nada mais suporta nossos
cacos de eternidade na partilha temporal
das gotas do sereno no véu das cachoeiras


(um rio corre em sonolenta paisagem
para as marginais do espelho
onde somos inteiros da nossa metade nome)


(lau siqueira – poema vermelho)


RESPIRANDO MALABARES – Não quero dar cabimento ao que adormeceu no banzo da hipocrisia. Sou como um malabarista de poucos ruídos e muitas imagens. Cancioneiro do que em pouco mais de uma vertente se derrama em meio aos sóis do fim da tarde. Não sei por onde andam as palavras que joguei no truco. Sei menos ainda do próprio jogo das palavras. Sei apenas que com palavras ou sem palavras, diante das imensidões, eu descubro o silêncio.

FLIPIPA 2011 - Fiquei super feliz ao ser convidado para participar da Festa Literária de Pipa – FLIPIPA, que vai acontecer no próximo mês de novembro na paradisíaca praia da Pipa, no Rio Grande do Norte. Vou fazer a tal Caminhada Literária que ano passado foi feita por Daniel Galera, até a praia do Amor. Nesta edição, grandes nomes da literatrua brasileira passarão por lá. Entre eles, Carlito Azevedo, Arnaldo Antunes e Eucanaã Ferraz.


POEMA DE CÂNDIDO ROLIM






do ar vazio
a mão
metáfora simétrica
arranca signos
com relevo

(do livro Pedra Habitada – Editora AG, Porto Alegre)

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