filosofree







dialogar
com o vento


mesmo sem ar
eu tento

(lau siqueira – poema vermelho)

POESIA E CRÍTICA – Existe um distanciamento bastante delicado entre a contundência e a deselegância quando o assunto é crítica de arte. Na verdade, talvez até mesmo a disposição de algumas palavras no texto pode estabelecer um grau de importância maior aos equívocos, em detrimento dos acertos de algum raciocínio crítico. Antes de tudo, devemos não estabelecer o ponto final na análise de uma obra. Mas, acho imprescindível que uma análise minimamente lúcida possa ser definidora entre o que é uma obra e o que é outra coisa. A crítica, mesmo negativa, já afirma a existência de qualquer expressão artística. Quando essa expressão não existe, a crítica deverá vestir as peles do silêncio. Não existe crítica maior que a indiferença. Se não há arte, a crítica não existe.

MUNDO LIVRO S/A – Incrível como alguns setores ainda observam o mercado do livro com uma inexplicável e bovina inocência. Existe uma distância entre o que representa hoje esse mercado e o que representa, por exemplo, os interesses da literatura e da leitura enquanto instrumento de formação civilizatória. O que queremos deixar claro é que a literatura cumpre um papel pedagógico na sociedade. Não pode, pois, ficar alijada dos processos de ensino e muito menos excluída pelas editoras, uma vez que o Ministério da Educação é o terceiro maior comprador de livros dom mundo. A penúria dos autores é a mesma dos livreiros e das pequenas editoras. No entanto essa reflexão não se consolida no Mundo Livro SA. Por que?

REDES SOCIAIS – As redes sociais já começam a engendrar um novo tipo de comportamento entre os artistas e os canais tradicionais da mídia. Não diria que já se faz dispensável divulgar num jornal, tv ou rádio, um lançamento de livro ou uma exposição. Mas, certamente o facebook, o twitter, os e-mails e outras cadeias representativas das redes sociais terão um efeito bem mais acentuado para a garantia da presença do público.

POEMA DE CHARLIE PARKER




O silêncio sob estrelas inquietas.
O silêncio no coração, quarto solitário.
O silêncio antes do lívido acordar do dia
que nos varre para fora como bilhetes usados.
Silêncio de quando as vozes cessam,
de quando o tempom senta e fica à escuta:
Não sobrou nenhum som?
nenhum eco
da longa experiência da dor?


Só um aceno de mão,
gotas de sol, a derradeira plataforma


e o trem de que jamais escaparemos.


(Elegia, poema de Charlie Parker. Tradução de José Paulo Paes, na antologia Quinze Poetas Dinamarqueses – Editora Letras Contemporâneas)

Comentários

Nathy Costa disse…
http://paraneura.blogspot.com/ meu blog dê uma olhada e ve se gosta, eu gostei muito do seu,parabéns!
A ACADEMIA MACHADENSE DE LETRAS (Machado-MG) comunica que estão
abertas as inscrições para o VIII Concurso Plínio Motta de Poesias, do
ano 2011. As inscrições vão até o dia 21 de outubro de 2011.
Entrem em contato para adquirir o Regulamento:
a/c Carlos Roberto machadocultural@gmail.com
ESTE CONCURSO ESTÁ ABERTO PARA TODOS!

OBS: O VALOR DA INSCRIÇÃO ( 2 REAIS) PODE SER COLOCADO DENTRO DO ENVELOPE COM AS 6 CÓPIAS DA SUA POESIA.
Lai disse…
Os livros didáticos no Brasil tomaram uma extensão física gigantesca, e, no entanto, cada vez mais estéril em expressão e conteúdo, inclusive caríssimos, enquanto a literatura está sendo assassinada pelo ministério da educação dos governos que apenas fazem conchavos, tentando nos expor à mais vil ignorância.

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