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Mostrando postagens de Novembro, 2011
desbravata







indiferente
à luz opaca da sala
a vida pulsa desigual
pelas calçadas e campos
onde a humanidade sonha
e espalha o belo e o triste 


o fato midiático é o crime
enquanto a miséria guarda
seus motivos num silêncio
                 de bala perdida




um bolha imagina-se che
numa américa que morre
nas rodas
do degredo sumário


como um sapo singular


(fico quase sem ar)




(lau siqueira – poema vermelho)


POESIA SUMIDA – Escrevo sumido nas tempestades que acumulam-se na história dos livros e que não traduzem o que ainda não foi escrito ou pensado, sequer vivido. Escrevo diluído nas águas que escorrem do olhos, nos atropelos da pressa, num eterno e desmantelado zelo. Escrevo corroído pelas chamas e tiritante no gelo. Em sensações que ao mesmo tempo ampliam e resumem o suor e o ócio. Nas cataratas... nos pingos de uma fonte que não esgota nunca e que não sucumbe ao arenoso e restrito ato de surtar diante do medo.


TRAPICHE – Numa nessas obrigações humanas me deparei mais uma vez com uma realidade extremada.…
miragem




tua pele

              monja

tatuada n’algum
espelho marginal
das águas

é um hiato solar

(poema vermelho – lau siqueira)

QUARTA NA UFPB  - Na última quarta-feira estive aula do Curso de Letras da Universidade Federal da Paraíba, a convite do Doutor em Literatura, professor e grande  poeta paraibano, Sérgio de Castro Pinto. Conversei sobre a minha trajetória literária, sobre a vida, sobre as minhas influências, respondi perguntas, ri, tirei fotos e saí feliz da vida. Soube que também a turma achou bacana. Bacana também foi o suave tumulto em busca do meu livro, Poesia Sem Pele.
QUINTA EM BOQUEIRÃO – No dia seguinte estive, juntamente com os amigos e poetas Bruno Gaudêncio e André Aguiar no primeiro dia da programação literária do Balaio Cultural, promovido pela Secretaria de Cultura do Município.  Foi um bate-papo sobre literatura com alunos das escolas municipais. Boqueirão vem se destacando pela realização de eventos culturais. Na programação deste ano, nomes conhecidos como o …
novembro





há quem não esteja atento
aos sulcos sonoros do silêncio
a vida espalha seus traços e
suas enzimas no olhar que
redime e vôa...


(poema vermelho – lau siqueira)


QUINTAS CULTURAIS – Muito bacana chegar no Centro Histórico de João Pessoa, mais propriamente na Praça Anthenor Navarro, tomar uma ceveja no Espaço Mundo e participar de uma noite de arte no Espaço de Musicultura. Valeu o convite de Talina Bandeira! Há mais de quatrocentos anos a cidade nascia exatamente ali, nas margens do Rio Sanhauá. O trabalho daquela meninada nos mostra que a cultura não sobrevive apenas dos incentivos oficiais que, são importantes, mas não representam a totalidade nem a mais animada perspectiva. As políticas de cultura devem ser fomentadoras e não executoras, prioritariamente. É o que eu penso. As coisas estão acontecendo na Nação Varadouro.

MORADAS DE ORFEU é uma antologia de poetas do sul do Brasil que foi lançada recentemente em Florianópolis pela Editora Letras Contemporâneas. Tive a generosidade d…