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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

ALGUNS POEMAS VERMELHOS... ANTES QUE O ANO TERMINE.

multidão distraída


...
..
.
guardava
todas as dores
do mundo no
olhar e na pele


era uma cidade
sitiada pelas
sombras


rosto multiplicado
povoando esquinas


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viva sem moderação
num hiato calculado
entre o sim e o não


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cara distração


...
..
.
esqueceram de dizer
que não era possível viver
um século em uma semana
e mesmo antes da sexta
não pude reconhecer
meu rosto


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pequeno
concerto
da memória

...
..
.
a madrugada
recolhe pequenos
ruídos do vazio


ecoa no medo
dos que dormem
ao relento


neste dia
que nunca
amanhece


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olhos de boi outro


...
..
.
este olhar de boi morto
não cobre minhas pestanas
nem coleta das luzes
o melhor motivo


postiço e imprevisto
no meio das trapaças
na resistência da raça


esparsa nitidez do alumínio

estilo tino fascínio delírio


este olhar casto


mirado no osso

artéria em pausa


não pintaremos
as bandeiras da farsa
ou da hipocrisia

nem esqueceremos as rimas
dos que trafegam nas palavras
acolhedoras de pior desfecho

não fecharemos os olhos
para o que não pode ser visto
nem deixaremos nossas mãos
alheias ao que germina

as palavras são uma espécie
de coisa nenhuma

as olheiras do sol
não explicam a noite anterior

tudo está posto

sinta o gosto

(lau siqueira – poema vermelho)

III FLIBO, VAMOS LÁ! – Fui convidado para ser o patrono da III Feira Literária de Boqueirão. Então perguntei para a portadora do convite, a escritora Mirtes Waleska Sulpino, o que era ser patrono da FLIBO. Então ela me respondeu que significava defender a FLIBO, divulgar a FLIBO. Então eu aceitei e já começa a circular por aí as primeiras divulgações de um festival literário que acontece no interior da Paraíba pela terceira vez consecutiva, o que é uma notícia ótima. A cultura brasileira tem suas raízes muito bem sustentadas nos sertões e nos pampas, nos cerrados, nas florest…