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Mostrando postagens de Janeiro, 2012
livros



pra que
servem os livros?

para enluarar

semente no
esparramo da pele

livro é
alimento dos livres

e dos tigres

(poema vermelho - lau siqueira)

PENSAR COLETIVO - Todos os olhos e todas as asas do planeta somente existem quando em bando. Os solitários são conversas do escuro onde a luz pede passagem. Pensar além dos próprios ombros e das próprias ombreiras. Sem a ironia dos que odeiam apaixonadamente. Pensar no que pode gerar o escambo de uma tribo inteira no processo de universalização da aldeia. A vida ponteia!

POESIA NO PRESÍDIO – Depois do sucesso do sarau POESIA NO HOSPÍCIO, realizado no complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, fui convidado e aceitei fazer um sarau num presídio de segurança máxima aqui em João Pessoa. Poesia é fator de liberdade.

UNIVERSO LITERÁRIO
– Vale a pena conferir o programa Universo Literário na Educativa FM da UFMG. Dentro do Universo Literário tem a seção Toque de Poesia, sempre sendo apresentado por volta das 08:30h, horário de Brasília e 07:30, aqui n…
s o n i f e r o z

vou adormecer
com olhos de lua

um espelho de estilos
num estio de estrelas

(lau siqueira – poema vermelho)

POESIA NO HOSPÍCIO – Toda quinta-feira, no auditório do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, em João Pessoa, sempre a partir das 19 horas, acontece um sarau poético com a participação de poetas (e outros artistas), dependentes químicos em tratamento, portadores de transtornos mentais, funcionários do hospital e visitantes.

POESIA NO HOSPÍCIO I – Sair do focos, dos holofotes, das “gorduras saturadas” do meio literário que elevam as taxas de vaidade dos poetas. Mergulhar num universo real da existência humana, onde homens e mulheres se igualam pela fragilidade. Experimentar um processo de cura coletiva através da arte e do enfrentamento ao preconceito guardado naqueles loucos muros.

POESIA NO HOSPÍCIO II – O sarau Poesia no Hospício é, também, um engenho de idéias que ajudem a construção de um mundo mais justo, um mundo sem muros entre raças, credos, ideologias, s…
mulher

a silhueta em tom
um tanto cinza vai tomando
cor e aproximando o riso
dos passos na calçada
sólida e íngreme

colheu do tempo um certo
abandono depois de fundar
a diversidade e o canto dos
passaredos

na vida e no tempo
estio e miragem
encanto e imagem

coxas abertas
para que os dias e as noites
não se resumam nos poemas
escritos a giz ou carvão

num espelho d’águia
que no silêncio
do canto

escolheu voar (poema vermelho –lau Siqueira) MORADA DE ORFEU – Chegaram os exemplares da antologia de poetas do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina na qual tive meus poemas incluídos. Feliz por participar de uma antologia bastante representativa do que é a poesia brasileira em suas mais diferentes regiões. Concordo, no entanto, com Antônio Cândido quando diz que não existem literaturas regionais, mas uma literatura brasileira feita nas mais diferentes regiões. A antologia Moradas de Orfeu, organizada pelo escritor catarinense Marco Vasques, foi lançada recentemente em Florianópolis e …