ímpeto

no corpo inteiro
transitam palavras
não ditas

minh’alma explode
e nasce um poema


(poema vermelho – lau siqueira)

PARAIBA JÁ – fui convidado e assumi a responsabilidade de manter uma coluna no portal Paraíba Já (www.paraibaja.com.br). O primeiro texto busca contextualizar-me dentro da conjuntura vivida por aqui. Mas, os próximos deverão tratar de abordagens sobre arte, cultura, políticas públicas, literatura e outros assuntos que julgar conveniente. Os textos publicados no portal Paraíba Já, também poderão ser encontrados no blog Pele Sem Pele (www.lau-siqueira.blogspot.com) e poderão ser reproduzidos sem autorização prévia, desde que citada a fonte e autoria.

COINCIDÊNCIA BOA - Recentemente se apresentou em João Pessoa a Orquestra Vila Lobos, da Escola Vila Lobos de Porto Alegre. Um encantamento tomou conta da platéia. Fiquei, logicamente, tomado de orgulho. Dias depois recebo um e-mail da minha amiga e minha editora, Laís Chaffe, informando que o projeto Cidade Poema (www.vidadepoema.com) havia colocado um poema meu, em adesivo, na entrada da sala dos professores da referida escola. São essas conspirações cósmicas que fazem a vida ser mais interessante que já é.

BIBLIOTECA COMUNITÁRIA – No próximo dia 7 de fevereiro, às 18 horas, estará sendo inaugurada a Biblioteca Comunitária Antônio Soares de Lima na comunidade Tito Silva, em João Pessoa. Antônio Soares de Lima foi um líder comunitário, conhecido como Chuá, que deixou um legado de esperança e protagonismo na comunidade. Analfabeto, pobre e rico em valores humanos, letrado em humanismo, Chuá recebe uma homenagem mais que merecida. Os grandes homens, mesmo esquecidos, confinados na opressão e na desigualdade social, não podem ser esquecidos.

POEMA DE DORA FERREIRA DA SILVA

É preciso que venha de longe
do vento mais antigo
ou da morte
é preciso que venha impreciso
inesperado como a rosa
ou como o riso
o poema inecessário.

É preciso que ferido de amor
entre pombos
ou nas mansas colinas
que o ódio afaga
ele venha
sob o látego da insônia
morto e preservado.

E então desperta
para o rito da forma
lúcida
tranqüila:
senhor do duplo reino
coroado
de sóis e luas.

(Nascimento do poema, do livro Poesia Reunida, 1999)

Comentários

Cynthia Lopes disse…
Nossa Lau, que notícia boa!
teremos mais de vc (e mais de ti, é sempre bom).
Belíssimo o teu "ímpeto" sempre acreditei que o poema explode, da alma pra fora. bjs
Maria Clara disse…
Adorei o impeto...
visite também o meu blog q reune textos, contos e poesias autorais

http://www.insulisdilectio.blogspot.com/
Olá querido, amei seu blog!
Parabéns, continue sempre postando, sou poeta também.. siga meu blog e acompanhe meu trabalho! Bjs e sucessos..
Mayra Sallie.

http://mayraempalavras.blogspot.com/
Muito bons poemas, Lau, parabéns!
Acredito que vá gostar dos poemas do meu site também, veja lá se puder!
poetadapaulista.com.br

grande abraço
Débora Sader disse…
Parabéns pelo blog!!! Se quiser conhecer, também tenho um de textos e poesias: www.deborasader.blogspot.com
Uma ótima semana :)
Teresa Poças disse…
Belíssimo ímpeto! Bem concentrado :)

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