segunda-feira, 26 de março de 2012


TERCETO ÉPICO

morreu teu m otivo
dizem que foi
queima de arquivo


(poemas vermelhos – lau siqueira)

III FLIBO – Acabou no domingo a III Feira Literária de Boqueirão.  Um evento promovido pela Associação Boqueirãoense de Escritores – ABES, com apoio do Sebrae, Governo do Estado e Prefeitura de Boqueirão. Um evento vitorioso com um investimento mínimo. A FLIBO vai se afirmando como instrumento de afirmação da identidade e da diversidade cultural nordestina e brasileira. Certamente que se destaca hoje como o mais importante evento cultural da Paraíba devido a sua vocação para o desenvolvimento de uma política pública para o livro e a leitura e Boqueirão. O envolvimento de alunos das escolas públicas é a forma que o evento encontrou de apontar o nariz para o futuro. Não tenho dúvidas que em muito pouco tempo a FLIBO estará sendo comentada até mesmo fora do país pela qualidade das suas escolhas, pelas especificidades da sua organização e pelos caminhos charmosos do Cariri Paraibano.

EM DEZEMBRO – Recebi um telefonema ontem da poeta pernambucana Cida Pedrosa, convidando para o encerramento do ano da Biblioteca do SESC Santa Rita, em Recife. Estarei por lá juntamente com a poeta pernambucana radicada na Paraíba, Vitória Lima, com a mediação de Heloísa Arcoverde. O SESC Santa Rita começa em dezembro a sua busca por dialogar com os escritores do Nordeste, ou residentes no Nordeste. Portanto, no dia 4 de dezembro às 15 horas estaremos no SESC Santa Rita.

SILVINO OLAVO – Não se encontra com tanta facilidade obras de autores importantes e já falecidos. Dia desses recebi um presente de uma colega de trabalho.  O livro “A vida dramática de Silvino Olavo”, escrito por João de Deus. Estranhamente o livro não traz referências ao ano de sua publicação. O prefácio é assinado pelo importante intelectual paraibano (já falecido), José Joffily. Silvino Olavo foi um nome que marcou a lírica paraibana, nasceu em 1897 e faleceu em 1969, tendo passado por graves sofrimentos mentais, inclusive com internamento no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, onde hoje se realiza o sarau POESIA NO HOSPÍCI
O.

UM POEMA DE SILVINO OLAVO


o velho Joaquim Tomaz
era um velho de opinião,
desconhecia neste sertão,
quem faz o que ele faz,
apagava fogo com gás
rebate bala com a mão,
tem força que só Sansão,
mas um dia estando armado,
apanhou de um aleijado
e deu num cego à traição.


(poema publicado no livro A dramática vida de Silvino Olavo, de autoria de João de Deus. Editora e ano de publicação não registrados)

2 comentários:

Tcosta disse...

kkkkkkkkkkkkkkkk masssa www.tcosta16.blogspot.com.br

Rau Ferreira disse...

O POEMA EM CLARO E ESCURO
(Original para “A União”)

Não te disseram já que eu era
Aquele moço triste que anda pelas
noites de luz, com os olhos da Quimera,
procurando os teus olhos nas estrelas...

Sei que a varinha mágica da fada,
trançando o fado que me vês cumprindo,
em símbolo de luz deixou gravada
a inicial desse teu nome lindo...

E desde então fiquei andando a esmo
pela vida, perdido dentro dela,
A procura não sei se de mim mesmo,
se de tua alma que sombra estreita.

E, se entre sombra e luz não há nuança,
o nosso amor é um poema em claro-escuro
- tu és a luz daquela estrela mansa
e eu sou a sombra do destino muro...

Meu destino é uma sombra iluminada
Por isso eu bendirei, mesmo na Cruz,
o Senhor dos destinos, minha amada,
que me fez sombra sob a tua luz!

Silvino Olavo