domingo, 19 de agosto de 2012


namastchê



a beleza
tem algo brutal
de concreto e viga

violência e ópio
no estio das horas

bah
a vida diz sim


(poema vermelho – lau siqueira)

I SEMINÁRIO DE AÇÃO POÉTICA – Na terça passada estive em São Paulo, na Casa das Rosas debatendo com Frederico Barbosa e Pedro Américo acerca de experiências de políticas públicas para a poesia. Tudo muito explícito por ali. Afinal, a Casa das Rosas é hoje a MPB - Meca da Poesia Brasileira. Uma conquista e como toda conquista coletiva para a poesia tem sempre um poeta generoso, como Frederico Barbosa, no leme... ou no Leblon. Que bom!

I SEMINÁRIO DE AÇÃO POÉTICA (I) – O evento é, na verdade, uma cospiração poderosa de dois grandes poetas brasileiros: Frederico Barbosa e Cláudio Daniel, através de duas instituições públicas, a Casa das Rosas e o Centro Cultural São Paulo. Frederico Barbosa é diretor da Casa e Cláudio é curador de literatura do CCSP. A presença dos dois e a existência das duas instituições fazem a diferença na história da poesia dos nossos dias.

I SEMINÁRIO DE AÇÃO POÉTICA (II) – Na minha fala abordei a criação da Divisão de Literatura, talvez tenha sido esta a minha marca na estrutura da Fundação Cultural de João Pessoa, uma vez que até 2005 a Fundação não tinha a Literatura dentro do seu organograma. A partir da Divisão de Literatura criamos um evento anual chamado Agosto das Letras, um programa de formação de leitores de peosia, através de oficinas nos bairros e um sistema editorial a partir do edital público, Novos Escritos, onde no primeiro ano publicamos 10 autores e autoras e no segundo ano, 8 autores. De 2008 para cá, nenhum outro edital foi publicado, infelizmente.

I SEMINÁRIO DE AÇÃO POÉTICA (III) – O Seminário começou com uma mesa formada por Cláudio Daniel, Ricardo Aleixo e o editor Ronaldo Gadelha. Na primeira mesa já pudemos perceber claramente que poesia e mercado são incompatíveis. Gadelha é editor e deixou clara a distância entre um paulo Coelho e um Sebastião Nunes. Distância, logicamente, benéfica para Sebastião e vergonhosa para Paulo Coelho.

eixo



poesia é festa
na floração das
palavras

risco e angústia
diante do abismo

serenatas do riso
soprando as nuvens
espalhadas na deriva 

motivos da língua
e da saliva


(poema vermelho – lau siqueira)

7 comentários:

Tata disse...

Poesia é assim. O ardor da alma. A dor e a calma. Como vc disse, os motivos da língua e da saliva.

Gostei.

Marcelo Novaes disse...

Lau,



Uma coisa é formar leitores. Outra, bem diversa, é fisgar consumidores.
Em algum momento, cada qual terá de se posicionar num ou noutro polo.





Abração!

Dídimo Gusmão disse...

Lau, gostei muito do seu estilo poético.
Tem força... faz os leitores pensarem.
Parabéns!

http://didimogusmao.blogspot.com.br/

Abraços.

Sensibilidade a navegar com poesias disse...

Adorei seu Blog...parabéns...me visite

Antonio disse...

"Poesia é quando uma emoção encontra seu pensamento e o pensamento encontra palavras." (Robert Frost)
a ARTE de dar vida às palavras..parabéns poeta..

Fabio Rocha disse...

Gostei do namastchê. :)

Abração

ovictorpereira disse...

Parabéns pela sensibilidade poética.