terça-feira, 9 de outubro de 2012


silêncio pelo que
sobrou do infinito



 

durante o sono vejo
um rosto estranho ao
teu rosto e um sonho
de um outro rosto
repetindo sem parar  
o teu nome

( e nome é uma espécie
de carimbo digital que em
tudo aparece mas nenhum
nome se parece
exatamente com este
homem

) o homem é
o vôo muito além do
pássaro

... e o pássaro é o homem
em seu nome
 

08.10.12  ( Ernesto Che Guevara foi morto no dia 08.10.67 - este poema é pra sua memória. Enquanto seus inimigos comemoravam sua morte, sua história
começava a tomar gosto pelo infinito)


COLETÂNEA DE POETAS DO RIO GRANDE DO SUL – A Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul vai publicar uma coletânea com 80 poetas gaúchos. Depois te ter meus poemas incluídos na antologia Moradas de Orfeu, lançada em Florianópolis pela Editora Letras Contemporâneas, com poetas do RS, PR e SC, fico feliz de ver meus poemas serem incluídos também nesta coletânea de poesia gaúcha contemporânea.

MINHA RELAÇÃO POÉTICA COM O RIO GRANDE – Escrevo poemas desde menino, comecei a esboçar os primeiros versos com uns 12 ou 13 anos, quando ainda morava em Jaguarão, na fronteira com o Uruguai. Tempos depois fui de mala e cuia para Porto Alegre e continuei estudando e escrevendo poemas, experimentando linguagens. No entanto, somente lancei o primeiro livro em 1993, quando já morava na Paraíba.

CIDADANIA POÉTICA – Depois de 27 anos fora, sinto que tenho recuperado minha cidadania poética nos pampas. Participei de projetos interessantes, como o Instante Estante, Poemas no Ônibus, Cidade Poema e outros. Meu livro mais recente, Poesia Sem Pele, foi lançado na Casa de Cultura Mário Quintana, pela Editora Casa Verde, de Porto Alegre. Fui finalista do prêmio Livro do Ano, da Associação Gaúcha de Escritores e participei de um projeto do Instituto Estadual do Livro do RS que levou a poesia e as artes plásticas gaúchas para uma exposição em Montevidéu. No mais a vida continua e a caminhada é a mesma.

POEMA DE JUAN GELMAN

 

a esperança fracassa muitas vezes, a dor jamais. por isso alguns crêem que mais vale a dor conhecida que a dor por conhecer. crêem que a esperança é ilusão. São os iludidos da dor.

(poema de Juan Gelman, do livro Isso. Tradução, e introdução de Andityas Soares de Moura e Leonardo Gonçalves. Editora UNB)


(poema de Juan Gelman, do livro Isso. Tradução, e introdução de Andityas Soares de Moura e Leonardo Gonçalves. Editora UNB)

2 comentários:

betoacioli disse...

Parabéns por tão ricoe belo blog! Visite-me em http://betoacioli.blogspot.com.br/ Opine, critique,siga etc...Abraço!Boa tarde!

Fanzine Episódio Cultural disse...

A PAZ

*Agamenon Troyan

Estive presente quando você nasceu... Você era uma criança saudável que desaguou seu medo em lágrimas ao ser retirado do seu pequeno mundo. Passou a ser amamentado com amor e carinho. Presentes chegaram aos montes, tomando conta do seu redor. Você passou a engatinhar e descobrir um novo mundo.
Sua curiosidade era tamanha que quase aprontou uma confusão. Quando repreendido com palavras sem nexo, começava a chorar amolecendo corações. E você foi crescendo... Tornou-se um menino levado, não obedecia mais seus pais e só dava ouvidos aos maus conselhos.
Suas atitudes revelaram o rebelde que estaria por vir. Enfim a adolescência! Garotas, carros, motos; muita adrenalina e Rock and Roll.
Até aí nada demais, porém mais tarde vieram as drogas e com elas, a violência, o desprezo pela vida; o caos! Tentei persuadi-lo, mas não pude. Testemunhei sua alma sendo consumida pelo ódio.
Hoje, eu observo todos os seus atos patéticos: guerras, fome, racismo, genocídio, poluição, terrorismo, queimadas, fanatismo... Tamanho estrago despertou a ira da natureza em terremotos, tornados, incêndios e tsunamis. Milhares de mortos, e, mesmo assim, você não se redimiu.
Não posso intervir no seu destino. Tenho que permanecer aqui esperando pela sua redenção. Oxalá um dia quando em seu coração não haver um só resquício de ódio, eu possa novamente abraçá-lo, da mesma maneira quando você nasceu.



Biografia de Agamenon Troyan

1964: Carlos Roberto de Souza nasce em Machado-MG
1966: Muda-se para São Paulo/SP, onde surge sua paixão pelo Cinema.
1995: Retorna para Machado, passando a pesquisar a trajetória do Cinema local.
2005: Edita a Revista do Cinema Machadense (1911-2005)
2006: Compõe três letras gravadas pela banda finlandesa “Força Macabra”
2008: Lança o livro “O Anjo e a Tempestade” sob o pseudônimo “Agamenon Troyan”.
2008: Edita o Fanzine Episódio Cultural
2009: Edita o Jornal Ciclone
2010: Novo membro da Academia Machadense de Letras
2010: Destaque do ano (Troféu Carlos Drummond de Andrade”/Itabira-MG)