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Mostrando postagens de Maio, 2013
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EXORCISMO


então eu disse para a palavra

saia deste verso que ele nãote pertence

(poema inédito - imagem do Rio Jaguarão. LS)


***SEMPRE SCHOPENHAUER - “Hoje em dia, neste estágio de decadência da literatura e de desprezo pelas línguas antigas, um erro de estilo que se torna cada vez mais comum, embora só na Alemanha seja algo endêmico, é a sua subjetividade. Ela consiste no fato de que basta ao escritor saber o que ele quer e pretende dizer; o leitor que se arranje para acompanhá-lo. “

(Do livro “A arte de escrever”, que gosto de ler e reler em fatias inteiras como esta)

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POESIA É DOS MALES O MELHOR
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BAGUAL


não quero conversa
com o infinito

já me perdi
de todas as distâncias

todavia

diante de um imenso
silêncio reconheço

depois da tempestade
o que permanece
é denso

(poema inédito – LS)


CICLO VÍRGULA

os vaga-lumes
pedalam pela noite
com suas impulsões
de luz e sombra

entre besouros
de asfalto e canções
do anonimato

um dia a garganta
disse sim

e o silêncio nunca
mais escutou

(poema inédito)

FALANDO EM COISA COM COISA – Isso de escrever poemas e tentar alguma forma de fazer com quem sobrevivam alguns momentos após a sua escrita nos leva a acreditar em algumas verdades da poesia. Uma delas é que a poesia existe apesar de nós. Sempre arisca e desconfiada com os que fazem da poda um modelo de asas e uma impossibilidade de voo.O poema só existe se o leitor existir. Antes disso é apenas uma tentativa.

BIRUTA

o vento chegou
invisível e apressado

correu pela planície

espalhou os pastos
fez voar as folhas

movimentou
as pétalas

carregou cigarras
e abelhas

tremulou o rio

transformou tudo
em calmaria

e nunca mais
voltou

(poema inédito)

FALAR DE POESIA – Falar de poesia é falar de invisibilidades. Certezas colhidas na dúvida da exatidão. Madura, percorre um caminho até servir à fome do corpo. Não há poesia se…
RUA DA AREIA


um dia o mundo
foi embora e nunca mais
o soul deitou o manto da
noite

as manhãs nasceram
todas no mesmo horizonte

nem dia
nem noite

tudo eraluz
e sombra

até que o esquecimento
tomou a velha cidade
já em ruínas

...e os colibris
e os vampiros beberam
a última taça

(Poema Inédito)

POESIA NA VILA – No dia 06 de junho, às 19 horas, eu e a poeta Nina Rizzi estaremos no restaurante Vila do Porto conversando sobre poesia. A mediação ficará por conta do poeta André Ricardo Aguiar. O restaurante Vila do Porto fica localizado no Centro Histórico de João Pessoa, mais precisamente no Largo de São Pedro Gonçalves, em frente ao Hotel Globo.

RECEITA DE BOLO

escrever poemas
é simples e besta

basta
que não exista
nada sobre nada

nem antes nem
durante e nem
depois

nenhuma palavra
antes da primeira

nenhuma estrofe
certeira nenhum
verso derradeiro

nenhum ponto
final

fechamento
zero

o resto
é mistério

(poema inédito)

O QUE É POESIA? O livro do Fernando Paixão, na coleção "Primeiros Pasto…
DIÁRIO

no topo da taipa os
trançados do vento
e um rapa de
pássaros sobre
toscas e invisíveis
sobras

meu dorso no corpo
que comove o cerne
da couve

o que dissolve
e mina os olhos
cravados no vôo

o que parece livre
no abandono

(poema inédito)

COLETÂNEA DE POESIA GAÚCHA CONTEMPORÂNEA
– Será no dia 04 de junho, no Teatro dante Barone da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul a coletânea organizada por Dilan Camargo que eu tenho a honra de integrar. Entre os poetas que integram a Coletânea, destacamos Carlos Nejar, Ricardo Silvestrin, Armindo Trevisan, Frabrício Carpinejar, Lais Chaffe, Diego Petrarca, André Dick, Eduardo Sterzi,Lya Luft, Luiz de Miranda, Martha Medeiros, Nei Duclós e outros.

A VOLTA AOS PAMPAS – Depois de 28 anos fora do Rio Grande do Sul, residindo na distante Paraíba, minha aproximação com a poesia da minha terra se intensifica. Meu livro Poesia Sem Pele foi publicado pela editora gaúcha Casa Verde e chegou a ser finalista do Prêmio Livro do Ano, oferecido pela …