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Mostrando postagens de Julho, 2013
VIDAS SALOBRAS


entre o acaso e o espanto
caminhamos pelos dias

atravessando distâncias
numa firmeza dissonante

sem identidade ou disfarce
pisoteando sombras

recolhendo as pegadas
para não perder o caminho

(viver é um prumo
em desalinho)

canção medieval numa
modernidade incerta

as portas abertas do inferno
e as gôndolas do paraíso

as plenitudes migratórias
do purgatório e a santidade
do estilo

nosso espelho é um país
em chamas

refletido na grama dizimada
pelo reverso das calmarias

e as tempestades são pássaros
arruaceiros

fugitivos da própria espécie

nenhuma voz cabe no fatalismo
silencioso das heresias

nas tatuagens tribais
de um povo em debandada

todas as multidões
fazem parte deste imenso
vazio

nascente
como o mistério de um rio


(poema recente, escrito ao acaso e refeito ao acaso)

CONJUNTURA LOUCA – Numa conjuntura como esta que vive nosso país e de certa forma o mundo,  tanto a direita quanto a esquerda acham que estão avançando. Mas, na realidade tudo acontece como um…