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domingo, 13 de abril de 2014

DA IMORTALIDADE
POÉTICA


eternas mesmo
são as nuvens

essas dissonâncias
do infinito

eternas
e mutantes 

mas a vida 
e suas dobras
de estupidez e
coragem...

a vida é aqui
e agora 

e é frágil
como uma caipora

é tão frágil a vida 
que uma única morte
não basta

por isso sempre
amanheço um pouco
esta memória

o que está posto
poderia ser dito
numa oração

num tratado 
numa tese
num conceito
reformado

mas eis aqui
um poema
besta

e hoje nem é sexta

(lau Siqueira, poema inédito)

LIVRO DA TRIBO – Depois de alguns anos sem publicar no Livro da Tribo, mandei alguns poemas para avaliação da edição de 2015. Havia dado um tempo em razão de proporcionar que o espaço fosse ocupado por outros poetas. No entanto, sempre colhi bons frutos da Editora Tribo, com sua capacidade de entrar no mercado do público jovem. Muita gente me conheceu daquelas páginas e ainda hoje me acompanha.

QUINTA PASSADA NA UEPB – Na última quinta-feira estive em Catolé do Rocha, Sertão da Paraíba, para dar a aula inaugural do Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB. Uma experiência muito bacana. Levamos um papo sobre a Poesia enquanto sedução para a leitura e o papel da leitura na qualidade do Ensino. Foi um momento muito bacana. Não fizemos uma abordagem crítica da poesia, mas falamos da sua potencialidade para a conquista do leitor.

QUINTA PASSADA NA UEPB (I) – Entre os poetas apresentados, destaco o concretista Ronaldo Azeredo, o poeta visual Avelino de Araújo, Drummond, Vinícius de Moraes, o poeta popular e cantador Pinto do Monteiro, Fernando Pessoa, Chico Cesar, Otacílio Batista com o cordel “O peido que a nega deu” e um poema de uma menina de 14 anos, Lara Beatriz, que conheci na cidade de Frei Martinho, no Seridó.

RECUERDO

teu olhar
eternizado em mim
dia após dia

perene como um rio
ou uma fotografia


(lau siqueira, poema inédito)

2 comentários:

Juliêta Barbosa disse...

Gosto de brincar com as palavras, mas elas saem de mim, sempre, em carne viva.

Por isso, estava procurando um pouso para o meu olhar e um abrigo, onde eu pudesse descansar... Obrigada, por ser esse refúgio! Saio daqui, abastecida.

DELIAMARIS ACUNHA disse...

Resolvi saber quem é esse que ainda tem tigres livres dentro de si. Lindos os teus poemas! Muito prazer.