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Mostrando postagens de Junho, 2015
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ESGRIMA


metade de mim
é um beco sem saída
um caminho sem volta
um traçado sem tropeços

oito erros crassos de estima
e uma multidão de coragens
vencidas


imponência de velhas
calmarias e uma
imensa tempestade


no silêncio do silício
no que não troca
a prova pelo indício 

na outra metade 
que não combina com 
as ruas escuras
do hospício

e por isso

escancara-se
diante do universo
um tanto quanto
disperso


(LS - poema inédito)


CONFESSO QUE CONFESSO - A alegria de entregar um livro de poemas aos prelos da vida não se dá apenas porque a nossa criação cotidiana está se transformando num livro. Mas, porque a partir de vencido este cansaço estamos liberados para escrever sem compromisso algum de publicar nada. É quando a poesia é puro gozo para o poeta.

O SOL 
QUE SE GUARDA
NA CHUVA...



mesmo que a chuva
e vento 
acordem meu sono
no 
pipoco híbrido da janela 

e o velho despertador 
antes dos bem-te-vis

estabilize meus passos
em direção ao riso que
risca o horizonte

onde tudo é deserto 
e nada surpreende
o vazio


onde tudo é desvari…
MILONGA

no pipoco do trovão
no estancar escroque
no traque do rito
no riso do atabaque

no impreciso no dito
no juízo do estampido
no incêndio do sentido
no que estala do olvido

derradeiro destemido
tipo reto disfarçado
em retas linhas tortas

resistência dos abalos no
que consiste e rasga o
tédio o ébrio o abandono


LIVRO ARBÍTRIO ´- Agora é com a editora Casa Verde. Em breve estarei com mais um livro na área. Mais um trabalho feito com a Casa Verde, de Porto Alegre. Na verdade, aos cuidados da minha amiga Laís Chaffe, jornalista,poeta, minicontista, editora. Ex-presidente do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul, com uma gestão voltada para a promoção da literatura gaúcha.

DUPLA CIDADANIA -  O fato de ser gaúcho e morar há 30 anos na Paraíba é um prazer adicional que a vida me deu. Tenho visto minha poesia acolhida nas antologias de poesia contemporânea do Rio Grande do Sul. Recentemente (post anterior) pude ver também minha poesia exposta no Museu da Língua Portuguesa representa…
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CRISTAL
era tão delicado
que ao quebrar

não deixou
cacos

nem sangrou
seu pensamento

sem sobras
seguiu na vida


diatraído
com o vento

(LS)
UMA NOVA COLETÂNEA DA POESIA BRASILEIRA


De junho à setembro no Museu da Língua Portuguesa estará acontecendo a exposição Poesia Agora. A exposição acontece a partir de uma seleção de poetas e poemas atualmente em atividade no Brasil. Poetas de diversos estados, as mais diversas linhas criativas. Da Paraíba eu fui um dos selecionados, juntamente com os amigos Linaldo Guedes e Dijavan Luiz. Poetas conhecidos, poetas desconhecidos.Poetas inéditos, poetas que até já receberam o prêmio Jabuti. Enfim... esta é a natureza da exposição.

BUARQUE-SE CAFÉ E ARTE
Localizado em Cabedelo-PB, mais precisamente na praia de Intermares, duas ruas por trás da Empadinha Barnabé, foi inaugurado mais um espaço de poesia na grande João Pessoa. Três jovens empreendedores largaram seus empregos para apostar nos próprios sonhos.O Buarque-se nasce homenageando os artistas da Paraíba. No…
SUBSTÂNCIA

quando me revelo
o silêncio fala

mas nada digo
se não pelo que
transito

no eco do oco
que me abala

e que transmito
entre o verso o
avesso e a fala

pois pago
um preço

no que me cabe
no que mereço
MUTANTE
tinha tudo para ser eterno

mas preferiu ser mutante

como nuvem no inverno

DOMINGO
amou o eterno mas
perdeu-se no efêmero

no infinito esquecido

onde toda lembrança
é um sopro

MARGENS DO RISO
sou o som que escuto o poema que leio o verso que esqueço o traço o tropeço

verbo saltando a farpa do segredo que cerca o avesso