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sábado, 27 de junho de 2015

SUBSTÂNCIA

quando me revelo
o silêncio fala

mas nada digo 
se não pelo que 
transito

no eco do oco
que me abala

e que transmito
entre o verso o
avesso e a fala

pois pago 
um preço

no que me cabe
no que mereço

MUTANTE

tinha tudo 
para ser eterno

mas preferiu 
ser mutante

como nuvem
no inverno


 DOMINGO
amou o eterno mas
perdeu-se no efêmero

no infinito esquecido

onde toda lembrança
é um sopro

MARGENS DO RISO

sou o som que escuto
o poema que leio o verso
que esqueço o traço 
o tropeço


verbo saltando a farpa
do segredo que cerca 
o avesso

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