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Mostrando postagens de Julho, 2015
MÃE D'ÁGUA
da janela
o mundo se espalha
e se espreguiça
a tarde brisa
num horizonte
lento a vida vai passando
em suas estradas
e mais nada
(Lau siqueira)
OLHAR FOTOGRÁFICO


da tua alma
nem mesmo as minhas mãos
guardam memória

mas é no teu silêncio que
as minhas palavras escolhem
o sol e a lua

vivo minhas distâncias
sem medir o retorno
na pele do teu sonho (Lau Siqueira)
QUASE HINO



antes que a água se espalhe pelo chão seco das manhãs e da poeira ressurjam  novas sementes

aquelas que resistem na sola do sapato no fio da navalha do arado

no eterno taciturno e rígido jogo da memória desatenta e o que nasce
depois as raízes as folhas o fruto e enfim os pássaros  desvendaram as sombras
aqueles  que não se completam nas sobras
porque o deserto é apenas uma longa distância jamais um lugar sem saídas
antes que o espelho repita o que reflete e não destoe em alguma ruga estanque
a que segura o topo do abismo o olho do vulcão
nas ternuras escandalosas que bebem o mar
no que se sente
o que se espalha pela pele
o que faz com que  o coração
apele
(Lau Siqueira)