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domingo, 4 de outubro de 2015

RECEITA PARA AMAR
AS CIGARRAS
a liberdade é um rio
um peixe um vento
tem suas leis
seus códigos
aventuras inevitáveis
coisas que conjugam
a vida fora do ninho
no mais
nenhuma palavra escrita
nenhuma imposição de nada
custo nenhum ao sujeito
todavia
é preciso tolerar o disperso
mesmo quando verso
é preciso deixar
os chinelos na areia
um olho na babilônia
caminhar pela aldeia
saber que a lua
é inteira
mesmo quando meia
(Lau Siqueira)


MOÇAMBIQUE - Foi em Maputo que nasceu a antologia Arqueologia da Palavra e Anatomia da Língua, organizada pelo poeta Amosse Mucavale e que reúne poetas de todos os países de Língua Portuguesa. Ele teve a generosidade de me incluir. Agora retorno à Moçambique nas páginas da revista DEBATE. E assim, só aumenta minha vontade de conhecer Moçambique.

SOBRE A CRÍTICA DE AMADOR - O poeta Amador Ribeiro Neto é também crítico literário. Doutor em semiótica e professor da Universidade Federal da Paraíba. Sempre contundente e extremamente honesto, Amador é do tipo de crítico que não tem papas na língua. Elogia alguns poetas e faz restrições à outros. Na verdade, estamos nos ressentindo da falta de críticos. Os críticos nãoescrevem para que concordemos com eles. Os críticos escrevem para que nos apossemos das suas leituras. O ambiente literário é tão eivado de vaidades que as pessoas estranham quando algumas vozes desfavoráveis se levantam contra alguma produção desta imensa enxurrada de publicações que saem todo ano. Mas, o fato é que sem crítica contundente não teremos poesia contundente.

CERTA VEZ... Um certo poeta e editor sulista recebeu meu livro e me escreveu detonando. Era o livro Sem Meias Palavras, publicado pela Ideia em 2002. Respondi agradecendo, pois sua leitura me levaria a refletir melhor sobre a minha poesia. Para minha surpresa, o referido poeta publica um poema desse mesmo livro que ele disse que não valia nada, na sua prestigiada revista. Pior: publicou como "poema inédito", o que me faz supor que nem leu tanto assim meu livro. Daí eu reagi. Aceitei a crítica, mas não aceitei a publicação sem a minha autorização. Achei contraditória  a postura do cidadão, mas certamente que todas as críticas serão bem vindas. Me ajudarão, certamente, a redefinir meus processos.

UMA CENA INESQUECÍVEL - No dia 8 de setembro de 2015 cheguei no Café da Usina, na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, com uma caixa de livros nas costas. em meia hora começaria a autografar meu Livro Arbítrio. Voltei pra casa sem a caixa, mas com apenas 41 dos 240 livros que estavam na caixa. A poesia é a minha mais agradável aventura.

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