NÃO HÁ RETORNO.


Eu sou o meu maior desafio.
Nesse prado imenso cercado por
cobras e colibris. Só creio no que
me permite a dúvida.

É imensa a minha vocação
de caça quando me protejo na
pele do caçador!

São muitas as fragilidades
de um predador. Somos a
violência calma do rio que
tudo arrasta.

A navegação que sombreia
as margens. A imagem que
a acidez do olhar sabotou.

Invisibilidade das pedras que
acolheram as profundezas.
Onde a vida pulsa alforrias
– farras e manias.

Somos nada. Do pergaminho
ao Pégaso digital das plataformas.

As manhãs são cada vez mais
antigas. As noites cada vez mais
curtas e as madrugadas não
perdem por esperar...

As estrelas são escassas. Raros
são os planetas desta imensa
solidão. O universo cabe dentro
de nós quando ilimitado.

Caminhando pelos becos
e flutuando pelas avenidas.
Eu vou como quem voa.

Vivo como quem duvida. Com
uma fé imensa nas minhas
descrenças. Um poço entre nós
define essas diferenças.

Já não há tempo
para a esperança.

Palavra
é bala perdida mesmo
quando estátua.

No final, não haverá vencedor
nem vencido. Serei meu próprio
esquecimento. Porque só a morte
é eterna.

Quando o dia amanhecer,
desapareço no primeiro vento.


Efêmero,
como quem ama
para sempre. 

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