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Mostrando postagens de Maio, 2018

DE JAGUARÃO PARA JAGUARIBE

(ao amigo Paulo Ró)
Minha terra 
é o chão que piso. Cada polegada de caminho
e de pegada. No sentido
das sombras desvestidas
pela luz... A memória é o meu país.
Gaúcho, urbano, paraíba
e macuxi, tchê. Minha terra
tem coqueiros, butiás.
Figos e caju. Imenso céu azul. Tem sabores e enjoos.
Amor e névoa. Às vezes faz frio. Mas,
a vida é tórrida na torre
do meio dia. Minha terra? História
por onde meus passos
seguiram. Voos e pousos na causa
operária de desvelar
a própria teia... Sem bossa.
A vida às vezes tão triste,
noutras vezes é dolorosa. Insossa: ? : É caldo fino e veloz.
Mas, engrossa. Engessa,
enterra e cospe em cima. Também um Olimpo
e um Quilombo vestindo
o mesmo modelito
especialmente
feito. O mesmo conceito. Viver é bom. Mas, às
vezes falta jeito. (Lau Siqueira)

PONTO PASSIVO

chegou ferida de bala
jogou logo uma palavra
na lata da minha cara

tonto que nem colibri 
pousado no espantalho
tropecei no próprio riso

e na primeira tristeza
peguei a mesma palavra
estiquei o sangramento

destravei o pensamento
sacudi o meu tormento
no gelo do peito dela

e era quase um talibã
naquela noite terçã
fugindo de dentro dela

era uma dor tão caipora
que em meio ao tiroteio
sangrei no lado de fora

(LS)