COMBUSTÃO
O que se mostra nu
não é o corpo. Porque
o corpo nu está sempre
escondido debaixo
da pele.
não é o corpo. Porque
o corpo nu está sempre
escondido debaixo
da pele.
O que se mostra nu
é o avesso.
é o avesso.
O que não meço.
O tropeço. O que não
posso, mesmo quando
imerso.
O tropeço. O que não
posso, mesmo quando
imerso.
O que se perdeu por dentro
não pode ser exposto. A
menos que a morte aponte
o oposto.
não pode ser exposto. A
menos que a morte aponte
o oposto.
(Eis a vida e seu rosto.)
O que se mostra nu não
é o espírito porque este
nem de pele se veste. É
vento que se espalha
pelo ar. Sem cheiro
de nada.
é o espírito porque este
nem de pele se veste. É
vento que se espalha
pelo ar. Sem cheiro
de nada.
Apontamentos
apenas...
Daqueles que transtornam,
mas também se derramam.
Como se derramam os
os idílios e as bússolas
da travessia.
mas também se derramam.
Como se derramam os
os idílios e as bússolas
da travessia.
Necessárias cordas de fio
afiado. Rapel de caminhadas
íngremes e árduas.
afiado. Rapel de caminhadas
íngremes e árduas.
Mensurações do abandono
enquanto lado reverso
da solidão.
enquanto lado reverso
da solidão.
O que fica além de nós
é a rua do espanto...
é a rua do espanto...
No que era tudo
No que era tanto...
No que era tanto...
Tenho versos para dizer.
Falo de um silêncio que não
cabe no abismo.
Falo de um silêncio que não
cabe no abismo.
(Lau Siqueira - agosto 2018)
Comentários