a cadeira onde sento para escrever poemas sequer suspeita da trama conceitual que envolve sua existência.
(do meu livro, Sem meias palavras, 2002)
FEITO PINTO NO LIXO Fiquei feliz ao saber que ainda é possível encontrar meus livros anteriores através do site Estante Virtual. Tanto que vou colocar um link para este site aqui no blog. Além dos meus “filhos perdidos” pude encontrar outros livros raros. A razão da desova nunca importa. Afinal, já comprei Fernando Pessoa em um sebo. Acho honesto quando alguém, por algum motivo, entrega seus livros para esse tipo de empreendimento. Os sebos são grandes guardadores de raridades. Quem deixa livros em sebo, fomenta o mercado alternativo do livro, gera renda e oportunidade de leitura barata. Sobretudo permite aos “ratos de sebo”, como eu, razões que somente os ácaros compreendem. Ontem, pensando neste achado, fiquei feliz “feito pinto no lixo”, como se diz por aqui.
MARCAS
Nenhuma vingança dentro de si. Suas mãos e seus olhos eram limpos.
OS PREDADORES O poema acima é, seguramente, o meu poema mais divulgado. Infelizmente já pude encontrá-lo algumas vezes sem qualquer referência ao meu nome. Infelizmente algumas pessoas disseminam textos pela net (e fora dela), sem a referência autoral (e editorial) ou com a referência alterada. Uma vez encontrei, por acaso, esse poema numa coluna-besteirol da revista Metrópole, de Campinas (SP). Estava escrito como se fosse uma “frase” (veja!) e sem o meu nome. Entrei em contato e a moça se retratou e corrigiu o equívoco. Uma amiga chegou a recebê-lo, vindo de Portugal, também anonimamente. Por isso volto a publicá-lo aqui periodicamente, para retomar sua memória e sua simbologia pros meus caminhos na poesia.
DELETAR O POEMA Rasgar o escrito. Ou sobre ele cometer muitos riscos. Quantos poemas ruins você escreveu hoje? Todo dia me pergunto. Para que se…
Comentários