Se me perguntarem
o que senti em Itabuna,
cidade que gerou Jorge
Amado, direi que fui
amado na terra
de Jorge.
Acha pouco?
Saravá, Seu Jorge
Guerreiro! Marceneiro
a esticar no torno da
palavra escrita, a madeira
sem lei da história...
Do povo que nasce, morre,
volta, revolta e organiza o
quilombo na própria pele.
A cidade anda um tanto
descuidada. Mas, o Rio
Cachoeira ainda corre,
ainda belo, ainda
esquecido...
Talvez a cidade não saiba
que as suas melhores
paisagens
são as pessoas.
Pessoas que plantam flores,
que fazem amor, que sonham
com as cores e os perfumes
do acaso.
Planta, bicho, gente. Somos
a mesma multidão. Candomblé
no sangue da terra. No que
mesmo derramado se agrupa
e fortalece. No que passa como
um raio, mas tatua a cidade
na memória.
Em Itabuna a leveza
do vento carrega de
aventura o cheiro
do ar...
Itabuna é um cerco do olhar.
Cidade que geme de dor,
mas que também goza. No
ar que se respira, no vento
que vai em Ilhéus, só
pra ver o mar...
E volta pro m…